QUEM SOU EU

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Suzano, SP, Brazil
Misto de menina, mulher, fera, mansidão. Sabe bem o que quer, tem os desejos em suas mãos. Tipo solitário, em harmonia, alegria em companhia dos irmãos. Organizada, meticulosa, mais silêncio que prosa. Ativista, indolente, egoísta, filantropicamente. De opinião, sem receio; diante da sabedoria, respeito ao alheio. Fé como base e teto, submissa a Deus, Poderoso, Maioral sobre tudo e todos. Que pensa o futuro no presente, o sonho esperar, paciente. Família: ideia majestosa, trabalho, escola, ação, conhecimento, vicissitude a contento. No amor e na música, imortais transcendentes, esperança condizente. Contemplação sem revolta, muito de mistério, sem resposta. Sensibilidade nem sempre aparente. Na simplicidade, o argumento; igual a todo mundo, diferente. Existência fugaz, duradoura, razão de ser, eternamente. Vim, fiquei, vou, passei; como todos, essa sou eu: Metamorfose, permanente!

HELOTISMO

A vida poderia ser mais simples,
Vez ou outra é a nossa reclamação.
Porque não amar e ser amado,
Sem joguinhos descabidos de sedução?
Porque não ligar quando se tem vontade,
Sem o receio de incomodar?
Dizer: você me faz tão bem, fica comigo...
Sem achar que o outro vá estranhar?
O que será que acontece com a gente,
Será que alguém tem uma explicação?
E, porque tamanho preconceito?
Sem resposta, o escape é fugir,
Fugir de nossos sentimentos,
Fugir de nós mesmos,
Fugir...
E quando a estupidez é grande,
Resolvemos viajar,
Num outro lugar, tudo isso vai passar!
É preciso se livrar desse conflito interior.
Somos carentes ou dementes,
Ou simplesmente, é medíocre o amor?
Tantas leituras pra se entender,
O outro lado da questão,
Pra que tantos argumentos,
Porque tanta indecisão?
A vida poderia ser mais simples,
E nós também poderíamos ser,
Mas, a dúvida quanto ao futuro nos paralisa,
E o maldito medo de se comprometer!
Ir a igreja acompanhado,
No shopping, no supermercado
No dia a dia ter em quem pensar...
Assistir um filme abraçadinho,
Encher o outro de carinho,
Ter alguém pra conversar...
Então, porque essa dúvida no coração,
Se o certo é sozinho não ser bom,
Como bom mesmo não é?
E esse aperto no peito,
Pensamentos torturando a mente,
Quem poderia me fazer entender?
Somos ridículos seres amantes?
Ou é bem mais simples ignorar e sofrer?
Enquanto isso a vida passa e nós passamos,
E quando nos damos conta: nada mais nos dá prazer!

Marina Vertuani em 01/03/2011

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