QUEM SOU EU

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Suzano, SP, Brazil
Misto de menina, mulher, fera, mansidão. Sabe bem o que quer, tem os desejos em suas mãos. Tipo solitário, em harmonia, alegria em companhia dos irmãos. Organizada, meticulosa, mais silêncio que prosa. Ativista, indolente, egoísta, filantropicamente. De opinião, sem receio; diante da sabedoria, respeito ao alheio. Fé como base e teto, submissa a Deus, Poderoso, Maioral sobre tudo e todos. Que pensa o futuro no presente, o sonho esperar, paciente. Família: ideia majestosa, trabalho, escola, ação, conhecimento, vicissitude a contento. No amor e na música, imortais transcendentes, esperança condizente. Contemplação sem revolta, muito de mistério, sem resposta. Sensibilidade nem sempre aparente. Na simplicidade, o argumento; igual a todo mundo, diferente. Existência fugaz, duradoura, razão de ser, eternamente. Vim, fiquei, vou, passei; como todos, essa sou eu: Metamorfose, permanente!

MILAGRE

O ar te parece comum,
pois é compartilhado com a humanidade??
Então deixe que te falte o ar,
e ele se tornará milagre!!

A água te parece comum,
pois todos tomam dessa mina??
então deixe que te falte a água,
e ela se tornará divina!!

Seus pais te parecem comuns,
Porque os vês de domingo a sábado??
então espere perder suas companhias,
e eles se tornarão sagrados!!

Seus filhos te parecem comuns,
desordeiros, rebeldes, ociosos??
então espere que eles saiam de casa,
e eles se tornarão preciosos!!

Deus te parece comum,
pois sua mensagem se dissemina num estouro??
então espere perder a proteção de Deus,
e ele se tornará seu  tesouro!!

Amigos te parecem comuns,
Pois tens o dom de fazer amizade??
então arrisque perder um verdadeiro,
e ele se tornará raridade!!

O amor te parece comum,
sofredor, injusto e inquietante??
Experimente então nunca ter amado,
e ele far-se-á um diamante!!

A vida te parece comum,
pois ela a todos domina e invade??
então, não espere perder sua vida,
para reconhecer que tudo é um grande milagre!!

Autoria: Márcia Vertuani

BRISA

E se eu te disser que acordei faz tempo,
Que passageiro foi o vento,
Que como ele, você se apressou?

E se eu te disser que estive caída nessa calçada,
Que sem sono, varei a madrugada,
Que nenhuma estrela me consolou?

E se eu te disser que te procurei nos que passaram,
Que mentí para os que perguntaram,
Que desmoronei quando tudo acabou?

E se eu te disser que estou cansada,
E logo mais eu me deito,
Que eu me encaixo nessa guia,
E ela finge ser seu peito?

E se eu te disser que acreditei que você fosse passar,
Que cansei de me cansar,
Que senti meu rosto seco,
Que saí pra caminhar?

E se eu te disser que preciso te deixar aqui,
Que vou pra longe, não logo alí,
Que seu descaso me machucou,
Que não levo comigo o que pesou?

E se eu te disser que descobri tem um instante,
Que agora sou brisa constante,
Que chamei o tempo, e ele me confortou?

Autoria: Adriane C. Macedo (http://www.ilhado.com.br/)