QUEM SOU EU

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Suzano, SP, Brazil
Misto de menina, mulher, fera, mansidão. Sabe bem o que quer, tem os desejos em suas mãos. Tipo solitário, em harmonia, alegria em companhia dos irmãos. Organizada, meticulosa, mais silêncio que prosa. Ativista, indolente, egoísta, filantropicamente. De opinião, sem receio; diante da sabedoria, respeito ao alheio. Fé como base e teto, submissa a Deus, Poderoso, Maioral sobre tudo e todos. Que pensa o futuro no presente, o sonho esperar, paciente. Família: ideia majestosa, trabalho, escola, ação, conhecimento, vicissitude a contento. No amor e na música, imortais transcendentes, esperança condizente. Contemplação sem revolta, muito de mistério, sem resposta. Sensibilidade nem sempre aparente. Na simplicidade, o argumento; igual a todo mundo, diferente. Existência fugaz, duradoura, razão de ser, eternamente. Vim, fiquei, vou, passei; como todos, essa sou eu: Metamorfose, permanente!

CONFRATERNIZAÇÃO

Poderíamos definir confraternizar como: comemorar com outras pessoas; estabelecer união fraterna; ter sentimentos semelhantes ao de outrem, entre outras...
Dia desses, conversando com uma amiga de trabalho, perguntei a ela qual o motivo que a levava a nunca comparecer em nossos encontros de confraternização no final do ano, e ela, de forma bastante simples e categórica respondeu: porque pra mim, confraternização tem que ser o ano inteiro!
A resposta dessa minha amiga, me fez refletir profundamente no quanto, tantos de nós tem sido hipócritas, dissimulados nos nossos relacionamentos do cotidiano.
A maioria das pessoas fica tão contente quando chega o fim do ano, férias, festas, um dinheiro a mais para se gastar com roupas e sapatos novos, presentes, troca do carro, viagens, ahh o fim do ano é tudo de bom! Mas, quantos de nós estamos dispostos a perdoar as afrontas ocorridas no dia a dia? Quantos de nós, tomamos a iniciativa de esquecer tudo de ruim que aconteceu dentro de um relacionamento no qual estamos envolvidos, a fim de recomeçar?
Aliás, comemoramos no final do ano também, o aniversário de Jesus Cristo que nos deixou como mandamento: amar uns aos outros, como Ele nos amou. E como foi que Ele nos amou? alguém pode perguntar. Ele deixou o seu confortável Trono lá no céu, onde estava rodeado de glória, riquezas, anjos cantores que de forma bastante afinada lhe cantavam louvores, para dar um chego até aqui na terra e vivendo de forma simples, despojada, nos ensinou o que significa verdadeiramente amar, nos resgatou das garras do inimigo, nos deu vida plena, alegria, paz em meio a grandes provações, nos prometeu a vida eterna, nos ensinou o bem até a sua morte, sua cruel morte na cruz, resultado da incompreensão dos homens, mas, Ele não desistiu da sua missão porque foi rejeitado, amou até o fim.
A Confraternização tem que acontecer todos os domingos, naquele almoço em família; naquele happy hour com os amigos; nas reuniões na igreja, no clube, na praia, nos churrascos, ou em qualquer lugar onde pessoas estejam envolvidas umas com as outras.
A minha amiga de trabalho tem toda a razão: confraternização tem que ser o ano inteiro, não apenas no fim do ano!

Marina Vertuani em 01/11/2009