Um dia eu ouvi falar a respeito do amor. Ouvi muitas coisas, de várias maneiras. Ouvi dizer que o amor machucava, prendia, podava, seduzia e curava. Ouvi que era necessário amar pra entender a vida, ser feliz e sentir-se realizado, no entanto, não tive nenhum interesse em conhecê-lo, estava bem como estava. Mas, por todos os lados, o assunto principal era ele, o amor; embora não o conhecendo, ele não me deixava. De tanto ouvir falar, um dia tive a curiosidade em conhecê-lo, saber de fato, como ele era de verdade... só que o amor provavelmente deve ter ficado muito magoado comigo, porque sempre o ignorei, e por esse motivo, ele se negou achegar-se a mim. Eu tentei de um jeito e de outro, mas nada! Tudo bem, pensei, não faz diferença pra mim, aliás, o amor deve ser apenas um mito mesmo, fruto da imaginação das pessoas. E, continuei o meu caminho. O tempo foi passando, o tempo passou... Num belo dia, estando eu completamente envolvida em minha rotina diária, recebi um recado sutil do amor: me aguarde que eu tô chegando! Apesar de delicado, achei um tanto pretensioso; quem disse que eu tinha interesse em recebê-lo? Que recado mais insolente, vou ignorá-lo, pensei, completamente. E mais um tempo se passou e de repente um segundo recado me foi enviado pelo tão famoso amor; agora mais ousado, disposto a despertar minha curiosidade e pôr fim à minha ignorância e por incrível que pareça, ele atingiu o objetivo pelo qual foi enviado. Num dia diferente de todos os outros, o tão desconhecido, popular, misterioso se apresentou a mim. Chegou envolvente, sério e convincente... me tomou pelas mãos e disse: agora serei o seu fiel companheiro; você não vai mais querer agir sem mim; decidir sem o meu consentimento; a partir de hoje e para sempre serei o teu cúmplice. E assim, engrossei a fileira dos porta vozes do amor. Agora, quem ainda não o conheceu, precisa tomar muito cuidado, pois ele não brinca em serviço, chega e faz estardalhaço... A gente passa a sentir, a querer e a fazer coisas que antes sequer imaginávamos, e, com o tempo perceber que sem ele a vida não faz o menor sentido. Ele... o Amor!
Marina Vertuani em 31/03/2009
Há 10 anos

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